Um blog de recortes e de textos sobre a forma mais sensível de amar, o amor que nasce da amizade, além de outros textos sobre amor, amizade e relacionamentos entre amigos.
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Nov 10
publicado por AmorAmigo, às 05:05link do post | comentar

Há muitos que gostam de ler "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry. Algumas frases mexem com a gente, e vale a pena ler de vez em quando para a gente se orientar na vida. Vamos lá!

 

O príncipe falando de sua rosa: Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava ... Não devia jamais ter fugido. Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.

 

O rei: Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.

 

Sobre o vaidoso: Os vaidosos só ouvem os elogios.

 

Diálogo do bêbado:

— Que fazes ai? perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma coleção de garrafas vazias e uma coleção de garrafas cheias.
— Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.
— Por que é que bebes? perguntou-lhe o principezinho.
— Para esquecer, respondeu o beberrão.
— Esquecer o quê? indagou o principezinho, que já começava a sentir pena.
— Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.
— Vergonha de quê? investigou o principezinho, que desejava socorrê-lo.
— Vergonha de beber! concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.

 

Para o capitalista:

— Eu, disse ele ainda, possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, e útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas...

 

Sobre o acendedor de lampiões: é o único que não me parece ridículo. Talvez porque é o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio.

 

A raposa:

— Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
— Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

 

Outra da raposa:

— A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

 

A despedida da raposa: Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

 

O aviador, à guisa de conclusão: O que tanto me comove nesse príncipe adormecido é sua fidelidade a uma flor; é a imagem de uma rosa que brilha nele como a chama de uma lâmpada, mesmo quando dorme... Eu o pressentia então mais frágil ainda.

 

O príncipe trava diálogo:

— Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...

— Não encontram, respondi... E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...
— É verdade.
E o principezinho acrescentou:
— Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...

 

O livro está em uma montanha de lugares na internet, como aqui, por exemplo.


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