Um blog de recortes e de textos sobre a forma mais sensível de amar, o amor que nasce da amizade, além de outros textos sobre amor, amizade e relacionamentos entre amigos.
31
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 07:56link do post | comentar

Faunos e Ofélias é artigo de Stella Florence no site iTodas.

 

Ao fazer referência a um filme, Stella lembra o quanto as mulheres que não sabem o que é o amor se submetem a experiências de homens que também não sabem o que é amar. Só que os homens têm uma postura diferente, organicamente mais violenta do que as mulheres, mais reprimidas. Segue trecho:

 

Imediatamente pensei em nós, mulheres. Nossas experiências românticas formam uma colcha de retalhos muitas vezes difícil de identificar. O que é ser amada de verdade? Já fomos amadas de fato?

Os abusadores, os mal-intencionados, os golpistas, os violentos se aproximam de mulheres que não sabem o que é o amor. Assim, elas acreditam que aquele tapa, aquela humilhação, aquela manipulação emocional, aquela censura constante, é carinho, é cuidado, é amor.

 

E não é só isso, não. Percebe-se claramente este tipo de relação de falta de amor em muitos casais em que a traição é uma constante.

 

Com este artigo, começamos a achar explicações para a constatação do Leonardo Sakamoto, em um post lá de novembro, quando ele falava das filas de visitas nos presídios masculinos, fila inexistente nos congêneres femininos...


30
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 06:47link do post | comentar

O Tal Casal
Vanessa da Mata
Composição: Vanessa da Mata

 

http://letras.terra.com.br/vanessa-da-mata/1744644/

 

Depois que o mau tempo foi
Eu vi você chegando
Trazia o rosto doce, bom e aliviado
Nada mais incerto
Passava também um tempo


Voltávamos a ser então o tal casal
Apaixonado, apaixonado (2x)


Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim


Agora mais que nunca somos o tal casal
Apaixonado, apaixonado (2x)

 

solo


E não adianta alguém
Querer que não seja assim
Isso aqui não é o mal
Que se anula por si só
E não adianta ir
Tentar se esconder, fugir
Sabedor é quem está
Amadurece e recebe
O presente... presente...


Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir


29
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 01:39link do post | comentar

Para os jovens entre 13 e 17 anos, a internet é um imenso ponto de encontro. Aos números:

 

- 38% já tornou real ao menos uma amizade virtual;

 

- 25% já ficou com alguém que conheceu pela net;

 

- 13% já namorou alguém que conheceu pela rede.

 

Está tudo aqui. E assusta os pais.

 

Concordo com os jovens e com os pais. Porque é positivo para eles, ainda mais neste mundo de tímidos e bulliers. Mas é negativo também, neste mundo de maníacos, criminosos e pedófilos.

 

Mas acho que a questão mais central é outra, em termos de valores: a dimensão quase infinita da rede não pode servir de suporte para a descartabilidade das relações humanas (não gosto mais, vou trocar, tal como criança mimada e seus brinquedos).

 

É isso que os pais devem ensinar. Os valores do AmorAmigo.


28
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 06:34link do post | comentar

Sexualidade aos 9 anos... Depois a gente não sabe porque cada vez mais os relacionamentos são vazios...

 

Olha isso! Nina Lemos critica com razão:

 

Nova moda entre meninas é usar sutiã com bojo, e catálogos mostram crianças como adultas

 

Só basta repetir o apelo: mãe consciente, não ceda! A resposta para esse pedido é NÃO! Faça crescer os melhores valores em seus filhos, não os mais superficiais e vis!


27
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 02:16link do post | comentar | ver comentários (1)

Sthefany Brito (atriz que cobra R$ 130 mil de pensão mensal de seu ex-marido, o futebolista Alexandre Pato, apesar de estar perfeitamente capacitada para o trabalho e ter propostas para retomar a profissão):

Ao falar o que deu de errado em seu casamento, Brito não economizou nas palavras. “No fundo, o que acontece em toda separação. Ele não correspondeu ao que eu esperava de um marido e eu talvez não tenha correspondido ao que ele esperava de uma mulher. Nós tínhamos um projeto de vida, que só seria possível se eu me mudasse para a Itália, onde ele joga. Tive que me adaptar às mudanças, e me sentia muito só, longe dos meus amigos, da minha família e, principalmente, da minha carreira. Mas não deu para conciliar nesse começo. Com 22 anos, você não quer solidão para a sua vida”.

 

Letícia Birkheuer (atriz que posou para a Playboy neste fim de 2010):

Ela também abriu seu coração e contou que depois de quebrar muito a cara mudou um pouco seu jeito de ser. "A maturidade e a idade me ensinaram a ser cautelosa e fechada. Hoje um homem tem que conquistar primeiro minha cabeça, depois o coração. Tenho que conhecer ele primeiro só assim abro meu coração para ele entrar. Antes fazia só ao contrário e já sofri muito", contou a bela.

 

Onde está o AmorAmigo? A gente poderia julgar, à primeira vista, que a primeira era a santinha e a segunda, a diaba? Não seria certo, mas eram as aparências...

 

Tampouco podemos julgar agora. Talvez à primeira só falte descobrir o jeito AmorAmigo de ser...


26
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 03:57link do post | comentar

Você acha que vai ser feliz

Tendo diabos como amantes

E anjos como maçantes?


25
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 03:00link do post | comentar

Talvez alguns achem antiquada a minha posição sobre o beijo. Eis que apresento uma defesa mais bem explicada sobre o meu ponto de vista.

 

Eu sei que o beijo do casamento é mais um símbolo e um momento para a pose fotográfica do que uma demonstração da união. A união está demonstrada em outras ações: no companheirismo, na divisão de tarefas e responsabilidades, no compartilhamento de ideais, de sonhos, de fantasias... Diga-me se não é exatamente isso o que defendo no blog!

 

Não beijamos outra boca que não seja a amada durante um relacionamento monogâmico com fidelidade, certo? O que isso significa? Que beijo é carícia exclusiva de amantes. Que você reserva este toque, esta troca, esta expressão de amor para quem, de fato, a merece.

 

Por que razão, então, você deveria beijar uma pessoa que nunca viu na vida? Ou cinco minutos depois? Não sei quanto tempo é necessário para um primeiro beijo, mas cinco minutos me parece descabido por completo, dado o valor que eu dou para o beijo (e que muitos dão quando estão na monogamia...).

 

"Não é possível que você queira beijar uma pessoa que nunca vai mais ver na vida?", perguntaram-me. Digo: sim, é perfeitamente possível e, obviamente, já aconteceu. Beijo é símbolo de atração e desejo. Mas, para mim, precisa também ser sinal de simpatia com a alma do outro. E isso só se sente no diálogo.

 

Custa muito esperar um tempo? Jantar para depois beijar? Não, pelo contrário: o prazer e a tranquilidade são maiores, porque não bate arrependimento. Eu já li e ouvi dezenas de histórias em que a mulher fica revoltada porque o cara beija, diz que vai logo ali e pega outra. Depois ainda volta para continuar curtindo (e toma um fora, em geral). Se fosse eu, me arrependeria de ter beijado. Estaria arrependido de ter oferecido tão facilmente uma coisa tão preciosa para quem não a merecia. Desrespeito até com o(a) futuro(a) namorado(a): beijo você como beijo qualquer um(a); meu beijo não é só seu e de gente do seu nível...

 

Beijando cafajeste com a mesma boca que vai beijar o príncipe... Não é legal para ninguém... Beijo é amor. Sentimento de verdade, profundo, mais que físico.

 

Não é qualquer uma que merece o meu amor. Não é qualquer uma que merece o meu beijo. E o seu?


24
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 01:37link do post | comentar

Tem um filme que eu não vi, mas dá comentário aqui. Na verdade, ele ainda nem entrou em cartaz no Brasil. É só em janeiro. Trata-se da comédia/drama romântico "Amor e Outras Drogas".

 

O nome já diz algo... O diretor Ed Zwick esclarece que é isso mesmo (veja aqui):

 

"Pessoalmente, tenho pensado muito sobre aquele primeiro momento do amor, do 'apaixonamento', quando tudo é físico, sexual. Seria interessante complicar isso, testar esse relacionamento com coisas complexas.”

Sim, é verdade, eu já comentei algo do tipo aqui no blog, falando da surpresa que me dá que ainda se discuta se se deve fazer sexo no primeiro encontro, tal o esvaziamento do seu valor íntimo. Subverter a ordem das coisas (?), primeiro trabalhando as "coisas complexas" para depois fazer sexo (? - não devia ser assim?), isso poucos querem...

 

O artigo do UOL Cinema segue esclarecendo:

 

As “coisas mais complexas”, no caso, são a ironia da situação dos dois protagonistas – um representante de laboratório escolado em vender – medicamentos, ideias, a si mesmo – e uma mulher cuja fome de viver está muito além de tudo isso. “Meu personagem é um sujeito que só tem um modo de viver: ele é um vendedor”, diz Jake Gyllenhaal. “Ele está sempre vendendo alguma coisa, até mesmo quando está profundamente envolvido com a personagem de Anne. No fundo, ele sabe o que ele quer ser para ela, mas não sabe mais como se expressar a não ser em termos de venda, de vendedor.”

 

Quantos vendedores você já encontrou na vida? E quantos amores?

 

Confesso que o meu bom controle do impulso de comprar me impediu, diversas vezes, de entrar na conversa de vendedoras... Mas para isso é preciso saber bem o que se quer.

 

E eu quero sempre o AmorAmigo. Raro e divino como só ele.

 


23
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 00:44link do post | comentar

Lilian Poesias é um site muito bacana de poesias, mantido por... Lilian Poesias! Eu reproduzi este aqui porque o tema pede... E é muito belo! Mas não deixe de visitar Lilian Poesias!

 

Amor Amigo

 

Que estranha e maravilhosa
magia sentir
que o nosso Amor tão Amigo
e tão antigo resiste a tudo!

 

Quantas vezes me zango
e ao mesmo tempo me surpreendo
ao senti-lo mais fortalecido,
florescendo a cada dia!

 

Tantas vezes nos apoiamos,
tantas vezes concordamos
e discordamos e sempre
recorrendo a diálogos francos,
carinhosos e ao que sentimos
um pelo outro!

 

Enquanto tantas relações
perdem o encanto,
pela falta de interesse em descobrir
o que o outro sente ou pensa,
o nosso Amor Amigo vive de renovação, descobertas lindas...

 

Haja o que houver,
o nosso Amor Amigo
conseguiu provar que existirá
e resistirá a tudo,
pois somos Almas Gêmeas
que se precisam,
se completam, se fortalecem
e se amam!

 

Lilian Poesias

http://www.lilianpoesias.net/amoramigo.htm


22
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 02:35link do post | comentar

Você Vai Ver
Pedro Mariano
Composição: Antônio Carlos Jobim

 

http://letras.terra.com.br/pedro-mariano/105582/

 

Você vai ver
você vai implorar, me pedir pra voltar
e eu vou dizer
dessa vez não vai dar

 

eu fui gostar de você
dei carinho, amor pra valer
dei tanto amor
mas você queria só prazer

 

você zombou
e brincou com as coisas mais sérias que eu fiz
quando eu tentei
com você ser feliz

 

era tão forte a ilusão
que prendia o meu coração
você matou a ilusão
libertou meu coração

 

hoje é você que vai ter de chorar
você vai ver


21
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 04:33link do post | comentar

É delicioso constatar a perspicácia de alguns para relacionar temas aparentemente desconexos. O australiano Jonathan Crowe, em artigo "filosófico-futebolístico" publicado na Revista Piauí, saiu-se com esta preciosidade:

 

Em O Ser e o Nada, Sartre observa que os amantes retratam frequentemente seu amor como sendo necessário, em vez de contingente: falam sobre almas gêmeas, “feitos um para o outro”, “unidos pelo destino”, e assim por diante. A realidade, tal como Sartre a vê, é mais ambígua e, no fim das contas, bem mais romântica: cada um de nós tem muitos parceiros potenciais, e se acabamos ficando com uma pessoa, é porque nós a escolhemos em relação aos outros. Sartre descreve o amor que abraça sua natureza contingente, em vez de procurar superá-la, como “amor no mundo”. Para enfrentar a ideia de amor no mundo, é preciso que assumamos a responsabilidade por nossos relacionamentos, em vez de simplesmente apresentá-los como predeterminados ou predestinados.

 

Da mesma forma, o árbitro autêntico pratica a “arbitragem no mundo”, sem se esquivar da responsabilidade, nem fingir ser algo que não é. Ele decide, mas não é intransigente. Apita o que vê, o melhor que pode quando tem que decidir o que é correto. Se necessário, gasta tempo para explicar suas razões aos que foram afetados pela atitude. Sabe que nem sempre acertará, e outros terão invariavelmente uma visão diferente. Não obstante, assume a responsabilidade por suas decisões, dizendo: isto é o que eu escolhi.

 

Não consigo explicar com melhores palavras o que é fato: amores podem ser trocados. E de maneira fácil. Oferecer algo que nenhum outro pode dar, ou, ao menos, dar esta impressão, é uma maneira de manter sempre o mesmo amor, o mesmo parceiro. Beleza, estética, juventude, hoje estão à venda. O AmorAmigo, não. Essa é a minha escolha. A mesma do "árbitro autêntico".


20
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 05:17link do post | comentar

Escrevi para uma amiga há umas semanas... mas nunca enviei.

 

 

 

E se Boa Vista cegasse?


Ironia do destino...
...ou sinal divino...
Se Boa Vista roubasse
A sua boa vista
Que mudaria?

 

Decerto, não sei
Como você, não ceguei
Mas fico a pensar
Que ao ouvir, escutar
Buscaria na fala
A certeza e a firmeza
Da pessoa sincera

 

Mais que palavras
Mais que discurso
Teria a evidência
Do amigo real
Do parceiro fiel
Total compromisso
Oculto na voz

 

O tato, meu Deus
Agarra e confia
O toque sereno?
O que mais arrepia
Por respeito e recato?
Sim, mas também
Por seguro e sensível

 

Paladar e olfato
Mudariam, por fato
Sentidos do prazer
Ganhariam o valor
Ganhariam o senso
Que outrora não deste
À sua boa vista

 

Paladar e olfato
Bem mais apurados
Percebem o valor
Apagado ao olhar
Percebem o momento
Mas compreendendo
Passado e futuro

 

E se buscar um amor
Fosse sua missão?
Deixaria de ver
A beleza fácil
Beleza volátil
Para ver sentimento
Real, imortal...

 

Se és pelo eterno
Perceber é fácil
Boa Vista nos trai
A cidade? Não.
Mas sim a que achamos
Não cegar para ver
Não cegar para ter
O valor que interessa


19
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 05:24link do post | comentar

Recebi de duas amigas o texto abaixo. Busquei a autoria na internet, mas, nos poucos lugares em que achei, dizia que era de Arnaldo Jabor, quando se sabe, pela própria história do cineasta das pornochanchadas, que não tem qualquer lógica de ser. Mas, tudo bem. Pena não podermos atribuir a autoria corretamente...

 

Mas, em compensação, vale reproduzir o que minhas amigas disseram ao me enviar o texto:

 

Shoooowwww de bola!!!! Esse 'cara' parece que escreve o que eu penso... incrível!!! rsrsrs...;)

 

A outra:

 

Me emocionei muito, fiquei com lágrimas nos olhos,só ao ler...E espero que para solteiras como eu, encontrem o seu Grande Homem e para as casadas,que encontrem o seu Grande Homem em seus maridos.

 

Pois eu faço o seguinte comentário: não adianta achar lindo o texto e continuar buscando o homem certo pelas características erradas. Não adianta não incorporar o grande ensinamento do texto, que é a busca do profundo e do permanente, ignorando os sinais imediatos da sedução e da beleza física, para olhar para a real possibilidade de um relacionamento duradouro, de um AmorAmigo. Entenderam, amigas? Vou repetir: entenderam? Além disso: sejam grandes mulheres. Se forem superficiais, não serão merecedoras do grande homem. Então, vamos ao texto.

 

Nós, homens, nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas vezes caiamos por debilidade.

 

Um dia, minha irmã chorava em sua casa. Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou o motivo de sua tristeza. Escutei-os conversando por horas, mas houve uma frase tão especial que meu pai disse naquela tarde, que até o dia de hoje ainda me recordo a cada manhã e que me enche de força.

 

Meu pai acariciou o rosto dela e disse: “Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem e nunca mais voltará a chorar”.

 

Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem…

 

Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós, homens, lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração o mundo seria completamente diferente! Aprendi que um Grande Homem não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito daqueles que nos cercam.

 

Meu pai lhe dizia: Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem se preocupar com você… Enamore-se de um homem que se interesse por você, que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las.

 

Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto. Afaste de sua vida um homem que não constrói com você um mundo melhor… Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia.

 

Fuja de um homem enfermo espiritual e emocionalmente: é como um câncer, matará tudo o que há em você (emocional, mental, física, social e economicamente).

 

Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não se ame saudavelmente.

 

Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais.

 

Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.

 

Não se enamore de um homem que, ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar.

 

Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades.

 

Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais “útil”?

 

Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto?

 

Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza… a do coração?

 

Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço?

 

Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, muito menos o mais bonito.

 

Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu coração sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior.

 

Um grande homem é o que caminha de frente, sem baixar os olhos; é aquele que não mente, embora às vezes perca por falar a verdade… E, sobretudo, um grande homem é o que sabe chorar sua dor sem fugir dela.

 

Um grande homem é o que cai e tem a suficiente força para levantar-se e seguir lutando…

 

Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se casou não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito.

 

Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar… é quem no lugar de lágrimas lhe deu sorrisos… Sorrisos por tudo que conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos três filhos que preenchem suas vidas.

 

Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca… Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos.

 

Aprendamos a ser um desses Grandes Homens, para vivenciar os anos junto de uma Grande Mulher e nada nem ninguém nos poderá vencer!

 

Envio esta mensagem aos homens para que lhes toque o coração e tratem de fazer crescer esse GRANDE homem que vive dentro deles.

 

E às minhas amigas para que saibam escolher esse Grande Homem.


18
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 06:04link do post | comentar

Agora só falta você
Rita Lee
Composição: Rita Lee / Luís Sérgio Carlini

 

http://letras.terra.com.br/rita-lee/48495/

 

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você

 

E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber

 

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu

 

No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

 

Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, aaa...
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, au!


17
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 00:01link do post | comentar

Ontem falávamos do consumo desenfreado de álcool no Brasil. Como demonstração do absurdo que é esse fato, ironicamente, a capital onde é mais gostoso beber, por conta do clima, é onde menos se bebe: Curitiba. Basta clicar aqui para ver. Trata-se do mesmo link de ontem.

 

Isto só ajuda a provar que o álcool não é consumido pelo sabor ou pelo prazer, mas sim pelo efeito que causa no organismo. Há duas ou três semanas, disponibilizei trechos de "O Pequeno Príncipe" em um post. Um dos excertos dizia:

 

— Que fazes ai? perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma coleção de garrafas vazias e uma coleção de garrafas cheias.
— Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.
— Por que é que bebes? perguntou-lhe o principezinho.
— Para esquecer, respondeu o beberrão.
— Esquecer o quê? indagou o principezinho, que já começava a sentir pena.
— Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.
— Vergonha de quê? investigou o principezinho, que desejava socorrê-lo.
— Vergonha de beber! concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.

 

Saint-Exupéry buscava mostrar o absurdo que é o consumir álcool para esquecer a sua realidade. Na verdade, seu consumo só traz consequências negativas: deixa-se de pensar em alternativas, deixa-se de ter um corpo saudável, perde-se o ânimo no dia seguinte...

 

No fim das contas, o consumo de álcool deixa tudo tão vazio que não é de se surpreender que o consumidor de álcool não esteja preparado para amar de verdade, desprender-se de um egoísmo. Assim como o perfume, a essência do amor e da consideração ao outro se dissolve no álcool e é levada embora.

 

Há um blog com o qual tive um primeiro contato há cerca de duas semanas. Chama-se "Homem é Tudo Palhaço". Fiquei enjoado e enojado de ler, porque mostra que mulheres se permitiram ser enganadas a ponto de passar pelas situações ali relatadas. Cavalheiro que sou, só poderia ter tido este tipo de reação.

 

Mesmo assim, prossegui na leitura de todo o conteúdo de 2010. Eis que, em um belo post, uma das blogueiras solta esta pérola, datada de 7 de fevereiro de 2010:

 

Nota: Acho que gente que não gosta de carnaval é tão esquisita quanto gente que não bebe, não são confiáveis. Mas, sabe como é a vida. Eu mesma já fui casada com um babac..., digo palhaço, que não gostava de carnaval e não bebia, então não taco pedra nas companheiras empresárias circenses. O bom é que a vida passa, os palhaços vêm e vão e a gente se diverte. Picadeiro vazio nem pensar. ;)

 

Bingo! Bingo! Tudo se encaixa perfeitamente, não? A sujeita busca homem na balada e na rua. Não confia em quem não bebe. É óbvio que tem tudo e mais um pouco para achar que "homem é tudo palhaço". E é. Esses são. Praticamente todo homem que canta mulher na rua, que ajuda mulher bonita mas ignora as feias, ou que vai regularmente à balada porque segue solteiro indefinidamente é porque não sabe como tratar uma mulher! Quem leu a entrevista com o professor Ailton Amélio (um dos últimos posts) sabe disso!

 

Outra coisa curiosa: "os palhaços vêm e vão", mas, para casar, a blogueira escolheu o que não bebe! Contradição? Não. Falta de percepção da localização e da característica do homem que presta.

 

Os homens bons estão em casa, seduzindo e sendo seduzidos, porque já teve mulher que detectou a qualidade do material e amarrou o cara... Pegar homem na balada, nesse sentido, é como ir ao lixão catar algum material com valor de venda. Alguma coisa de valor que foi indevidamente descartada. Você mergulha na sujeira, fica impregnada, se pergunta o que está fazendo ali, e sai sem encontrar algo que te sustente por mais do que alguns dias (analogia interessante, não?).

 

Você ainda acha que o álcool não tem nada a ver com tudo isso? Claro que tem! Quem é que consegue entrar num ambiente desses e pegar cafajeste de cara limpa? Nem vou falar dos casos de violência doméstica e sua relação com a bebida, porque não quero chegar mais baixo do que já estamos.

 

No AmorAmigo, o álcool não é central. Todos querem ficar sóbrios para melhor aproveitar o AmorAmigo. Mas, se a ocasião pede, umas doses caem muito bem para sair da rotina e apimentar a relação. Mas, definitivamente, o álcool como droga descontextualizada e não como sabor e sensação, ah, isso não cabe no AmorAmigo...

 

Afinal, quem tem algo de valor em casa não acha que "os palhaços vêm e vão". Vêm e ficam. E o melhor: não são palhaços. São comediantes e artistas de sacadas geniais.


16
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 04:58link do post | comentar

Infelizmente, eu não tenho mais a referência que mostra que o Brasil está na contramão do mundo, mas o fato é que o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil só faz crescer! Leia a matéria aqui.

 

Algumas pessoas, em lugar de admitir o grande problema que é o consumo excessivo de álcool e, especialmente, o alcoolismo, sentem um orgulho tão grande de sua afinidade por bebidas que dispõem fotos nas redes sociais segurando latas de cerveja ou garrafas de destilados gelados.

 

Isso já embute um absurdo. Como uma droga pode ser motivo de orgulho para tantos, ainda que seja uma droga legalizada? Alguém pode dizer que é um apreciador... Raramente, não?

 

Eu posso citar o exemplo de um colega de trabalho. Em uma viagem a serviço, visitamos uma cidade que possui uma destilaria muito conhecida no Estado. A cidade até tem uma festa anual da cachaça. Ganhamos algumas garrafas. Qual não foi a minha surpresa, três meses depois, ter ido à sua casa e visto todas as garrafas intactas, enquanto sei que, em qualquer ocasião social, este colega é o que mais consome cana no grupo? É ou não é submissão à pressão social? É ou não é necessidade de ser aceito no grupo? Quanto à qualidade, quem bebeu as minhas garrafas assegurou que é produto de primeira qualidade, o que prova, novamente, que o meu colega não é um apreciador da cachaça, mas sim um consumidor social do álcool.

 

E quanto à relação álcool e emprego? O seu empregador pode até beber, mas ele não quer que você beba. Afinal, quem é que vai cuidar da empresa? Sem falar no risco de perder o emprego ou de não conseguir obter colocação. O seu hábito pode ser considerado um vício...

 

Só para falar de dois exemplos que eu já vi. Meu falecido pai, que tinha uma grande afinidade por aguardentes, recebe o convite do chefe para beber um pouco durante o retorno de uma viagem, durante uma conexão aérea. Tecnicamente, era horário de trabalho. Mas meu pai aceitou. Foi demitido por justa causa no dia seguinte.

 

Mais uma: estava, há pouco mais de dois meses, em uma celebração em uma chácara. Um dos presentes era diretor de uma empresa da região, com dificuldade em conseguir mão-de-obra qualificada. Um fulano presente à comemoração tinha um currículo primoroso, bem superior à média da região. Quando o diretor soube, fez o convite de trabalho. Pois não é que o fulano bebeu todas na festa, sob a justificativa de um jogo (imbecil) para ver quem bebe mais, apesar de o diretor repetir a cada cinco minutos: "Isso não vai acabar bem..." O fulano acabou se mudando da região, mas eu tenho minhas dúvidas sobre se seria contratado...

 

Volto ao tema amanhã.


15
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 02:22link do post | comentar

Quer ouvir? Clique aqui ou aqui.

 

Amor Amigo

Autor: Milton Nascimento

 

O que eu vou dizer, você nunca ouviu de mim
Pois minha timidez não me deixou falar por muito tempo
Para mim você é a luz que revela os poemas que fiz
Me ensina a viver, me ensina a amar
Quem conhece da terra e do sol
Muito sabe os mistérios do mar

 

O que eu vou dizer, você nunca ouviu de mim
Pois quieto que sou só sabia sangrar, sangrar cantando
Quantas vezes eu quis me abrir
E beijar e abraçar com paixão
Mas as palavras que devia usar fugiam de mim
Recolhidas na minha prisão

 

Mas o que eu vou dizer, você nunca ouviu de mim
Pois minha solidão foi não falar, mostrar vivendo.
Quantas vezes eu quis me abrir
e as portas do meu coração sempre pediam
Seu amor é meu sol
E sem ele eu não saberia viver


14
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 03:15link do post | comentar

Veja o que acontece na China, segundo reportagem traduzida do Herald Tribune (disponível aqui para assinantes UOL).

 

Trago um excerto:

 

Muitos chineses ficaram chocados neste ano quando uma candidata em um popular programa de namoro na TV, “Se Você Fosse a Pessoa Certa”, anunciou: “Eu prefiro chorar em uma BMW do que sorrir em uma bicicleta”. Mas outros insistiram que a candidata, Ma Nuo, atualmente conhecida como a “mulher BMW”, estava apenas expressando uma realidade social.

A alta dos preços dos imóveis nos últimos anos contribuiu para esses sentimentos, com muitas pessoas em Pequim e em outras cidades aceitando a ideia de que uma mulher buscará o relacionamento com um homem apenas se ele já for dono de um apartamento.

Feng Yuan, 26 anos, que trabalha em uma empresa de educação do governo, tentou unir uma amiga a um homem que ela considerava um bom candidato.

“Quando ela soube que ele não era dono de um apartamento, ela nem mesmo quis conhecê-lo”, lembrou Feng. “Ela disse: ‘Qual o sentido? Sem um apartamento, o amor não é possível’.”

 

Depois de citar vários trabalhos culturais, especialmente filmes e peças de teatro, questionando esta era de materialismo entre as mulheres chinesas, o texto diz: "A verdadeira fantasia, talvez, seja amor com dinheiro".

 

O AmorAmigo, pelo menos na China, anda com cotação nos calcanhares...


13
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 04:43link do post | comentar

Ailton Amélio, professor do Instituto de Psicologia da USP, citado no último post, deu uma entrevista para a Folha de S.Paulo no último dia 2, que vale a pena conferir, por servir de contraponto em algumas coisas que tenho tratado aqui no blog. Um dos trechos segue abaixo:

 

Folha – O senhor cita que, para ter o interesse de alguém, três fatores seriam importantes: admiração, esperança de reciprocidade e certa dose de insegurança.
Ailton – Para todo tipo de amor faz sentido a admiração, se não admira não se apaixona.

Folha – Nem que seja uma admiração estética...
Ailton – É, alguma coisa que fascina, pode ser beleza. A esperança de reciprocidade também está sempre presente.

 

Ou seja, para ter interesse, há quem coloque a admiração estética como condição, ainda que não se dê conta. Segue outro excerto:

 

Folha – E a questão de deixar certa margem de insegurança?
Ailton – É, para esse ingrediente o pessoal torce um pouco o nariz. Mas faz sentido. Se você chegar no outro e falar que ama muito, que quer muito ficar junto, e o outro nem sabia de nada... Diminui muito, é engraçado, né? Não é só no amor, coisas muito fáceis a gente valoriza menos. A gente tende a não pensar muito naquilo que nos deixa seguros. Nunca chego em casa e penso "nossa, que maravilha, tenho água para tomar banho". Só percebo quando não tenho. Então somos capazes de valorizar pouco mesmo coisas essenciais na nossa vida, elas só voltam a ficar importantes quando ficam inseguras.

 

É, as pessoas não querem o que está fácil... O AmorAmigo, portanto, para muitas pessoas é uma construção, não é algo natural. O AmorAmigo é bom, é seguro, delicioso e te faz viver bem, mas, assim como os valores humanos da ética, da moral, do respeito à diferença etc., ou vem da criação ou precisa ser duramente construído já na fase adulta.


12
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 01:52link do post | comentar

No domingo passado, dia 5, o caderno Mercado da Folha de S.Paulo trouxe uma reportagem sobre a previsão do consumo neste Natal que se aproxima. Veja o que disse o presidente da Eletros, associação dos fabricantes de eletrodomésticos, Lourival Kiçula: "O consumidor está atrás de televisores maiores, com tela fina e com mais tecnologia. É uma demonstração de status social".

 

Basicamente, é isto. Não precisamos de novas TV's. Precisamos demonstrar status social.

 

E a consequência? A mesma reportagem traz, logo adiante, na palavra do pesquisador do Ipea, Marcelo Abi-Ramia Caetano: "Pesquisas recentes apontam o Brasil, junto com a Turquia, como o de menor taxa de poupança entre os países emergentes. Culturalmente poupamos pouco e a evolução demográfica tende a reforçar esse comportamento."

 

Não pensamos a longo prazo. Só a curto prazo.

 

Assim também é no amor. Não investimos, não poupamos, só pensamos no consumo imediato. AmorAmigo? Nem pensar! Dá trabalho demais e não é bem visto... pega até mal para um homem recusar o sexo rápido oferecido pela mulher! Aliás, o risco de a mulher não dar mais as caras é alto!

 

No dia anterior, dia 4, o psicólogo Ailton Amélio, da USP, colocou em seu blog um questionamento na mesma linha do consumismo desenfreado, que atropela a busca dos valores que realmente importam. Vou reproduzir:

 

– Você sente a necessidade irresistível de trocar o carro cada vez que sai um novo modelo?

– Toda vez que é lançado um novo modelo de celular você sente que o seu, comprado há pouco tempo, está completamente superado?

– Você está afundado em prestações só por que trocou uma porção de aparelhos que funcionam perfeitamente?

– Você passa quase toda a sua vida no trabalho, apesar de já ter um bom padrão de vida e segurança para o futuro?

– Embora esteja “bem de vida”, você quase nunca vê os seus filhos e a sua esposa porque não tem tempo?

– Você já está "bem de vida", mas a sua vida sexual empobreceu bastante porque você trabalha demais e vive cansado e estressado?

– Você está lutando desesperadamente para chegar ao topo da pirâmide e não é um trabalhador dos tempos dos faraós?

Caso tenha respondido positivamente a algumas dessas perguntas, você tem compulsões que são socialmente admiradas e aprovadas! Mais que isso: você pode ser pressionado para se portar dessa forma!

 

O professor Ailton Amélio, como especialista em relações humanas e relacionamentos amorosos, poderia ter feito essa lista aumentar tomando como base o tema sobre o qual tem mais familiaridade. Para continuar a linha do post de ontem, tenho sugestões:

 

- Você se sente pressionado a ficar com alguém na balada?

- Você se desespera ao perceber que a festa está chegando ao fim e que você não despertou interesse em ninguém, nem nos menos atraentes?

- Você não se sente bem em fazer sexo já no primeiro encontro, mas faz com medo da rejeição?

- Apesar de se considerar romântico, você toma atitudes antirromânticas, como ficar com qualquer pessoa só para não se sentir sozinho?

- Você busca na outra pessoa a beleza física em primeiro lugar, sem se preocupar se outras características da pessoa, como a personalidade, são incompatíveis com a sua?

- Apesar de conhecer pessoas disponíveis e agradáveis que querem um relacionamento sério, você continua buscando compulsivamente o príncipe/princesa encantado(a), bonito(a), rico(a), charmoso(a) e fogoso(a)?

 

Pois é, se respondeu sim a algumas dessas perguntas, você é um consumista amoroso. Se não fica, tem necessidade de ficar. Se fica, tem de ser com o melhor, com o perfeito. Eu sei. É a pressão social, que arrebata a gente sem a gente perceber.

 

Tanto no caso do consumismo de produtos quanto no consumismo de pessoas, é preciso refletir sobre esta falta de satisfação com o que já se tem.

 

Já o AmorAmigo não é consumista. É conservacionista. Age para manter, não para trocar.


11
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 00:34link do post | comentar

Os sites de relacionamento, ao fim e ao cabo, viraram negócios. Negócios em que é importante "fidelizar" o cliente. Sim, fidelizar o cliente, não fazer um serviço de qualidade. Colocando a beleza em primeiro lugar, você aumenta o fluxo de usuários, interessados nas belas fotos. A propósito, quem não expõe as fotos acaba sendo "excluído" do sistema, aparecendo nas últimas posições de busca e tendo restrições para ver as fotos dos outros.

 

Em segundo lugar, você aumenta a probabilidade de que o usuário retorne ao site. Sim, é claro! Pois se os parceiros se escolheram pela beleza e pelo xaveco rápido, sem se conhecer profundamente, você não espera que vá dar namoro, espera? Claro, existem chances. Mas as chances do método antigo eram maiores. Iniciava-se fazendo planos sociais com a pessoa, não sexuais.

 

Ah, e se a atratividade do outro não for aquela...? Mas quem disse que no velho Almas Gêmeas não se falava nisso? Quem priorizava a beleza, ou fazia dela um trunfo, já soltava na introdução: "As pessoas me acham bonita...", "sou/fui modelo...", e ia por aí. E quem buscava um AmorAmigo, como eu, descartava de imediato. Claro, eu aprecio a beleza, como a maioria absoluta das pessoas, e queria ter informações prévias. Mas repilo as que colocam isto em primeiro lugar (tá, às vezes a gente se apaixona por quem pensa assim, aí complica. Melhor esquecer a pessoa a ser trocado depois por alguém mais bonito...).

 

Sim, é razoavelmente complicado você conseguir AmorAmigo nessas páginas, pelo formato atual. Mas o que estou para escrever é outra coisa, afinal, minha intenção foi a de usar os sites de relacionamento apenas como prova de um fenômeno mais amplo.

 

Surpreende a mim, e, estive discutindo o tema com meu ex-AmorAmigo que, como todo legítimo AmorAmigo, pode terminar como relação amorosa, mas não como relação amiga, e a conclusão foi a mesma: hoje, tudo é mais rápido, tudo é mais volátil, menos amoroso e mais sensual.

 

Surpreende, dado o ritmo de mudança, que perdure essa discussão sobre sexo no primeiro encontro ou não! Daqui a pouco, isso desaparecerá. Ficará óbvio que precisa ter sexo no primeiro encontro, porque não haverá o segundo encontro, e o ser humano, em geral, gosta de sexo. O sexo só está cada vez mais antecipado no relacionamento porque os dois sabem que o relacionamento não vai durar. Não vale explorar o outro, conhecer detalhes, saber ao certo com quem está falando, seu histórico de amizades, de romances, de relacionamentos pessoais e profissionais, sua família, seu trabalho, sua índole. O negócio é sexo rápido!

 

Fui a uma balada com uma conhecida há dois meses. Não é nenhuma adolescente, diga-se, embora esteja se comportando de forma semelhante. Eu fiquei surpreso de ver que, depois de 5 minutos dançando com um fulaninho, e mais dois de conversa ao pé do ouvido, eis que rola beijo. "Ah, e isso não acontece há tempos?" Sim, mas não de forma generalizada. Primeiro, fazia-se isso em ocasiões muito especiais. Por exemplo, na viagem de formatura do ensino médio. Nossa, como era comum que as meninas (principalmente, mas não somente) tivessem a primeira vez nessas viagens. Hoje, não. Se isso ocorre na viagem, é na da formatura do fundamental! É errado? Não sei, não estou fazendo julgamento de valor, estou fazendo uma constatação.

 

Sim, a constatação é a de que os valores relacionados a sexo e amor estão dinamicamente mudando, no sentido da perda da qualidade, da solidez e, principalmente, da exclusividade, que era o mais belo. Um dia, o primeiro beijo já foi a coisa mais esperada e valorizada da vida amorosa. Eu estou certo de que também se deu isso com essa conhecida, menos de dois anos mais nova que eu. Mas hoje... Eu percebo que há uma necessidade de acelerar tudo, já que as coisas são voláteis. Ela beijou porque estava no fim da festa, tolerou o rapaz e, principalmente (e infelizmente) cedeu por uma pressão social. Pressão social que não é explícita, mas diz que você precisa mostrar que não é um rejeitado, que você não é diferente, que você é da tribo e não um ET, que você quer continuar sendo convidado a sair por seus amigos e não quer se isolar. E tem mais: se aquele fosse o primeiro beijo dela, e ela ainda fosse uma adolescente, por certo ela não o teria dado. Por que mudamos nossos conceitos por outros mais fracos, mais banais?

 

A propósito: fulaninho já tinha beijado pelo menos outra menina na festa. Esvaziou ou não esvaziou o sentido do beijo, aquele que, de tão especial, era reservado para o fim da cerimônia de casamento? Aquele beijo que sela a constatação de que "nós nascemos um para o outro"? Aquele beijo que informa que o outro é tão especial que você concorda em fazer um carinho que não é qualquer carinho? Aliás, cadê os carinhos mais "banais"? Passar de leve a mão no braço, no pescoço, explorar o arrepio, o beijo em outros lugares... Ah, esquece! Na balada, a música é tão alta e você treme tanto ao lado do amplificador que perde a sensibilidade. Se não for beijo na boca não se sente nada!

 

Quanto à questão da pressão social, eu vou tratar amanhã. Mas só para fechar: o beijo rápido, o sexo rápido acaba matando o AmorAmigo. A sedução das palavras, a sedução do sentimento verdadeiro acaba sendo trocada pela sedução dos sentidos, do olhar, do tato, do olfato... Cada uma tem o seu peso e, no AmorAmigo, não vale ter a segunda se não se tem a primeira.


10
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 01:26link do post | comentar

Dá saudade de um tempo em que beleza não estava à venda. De um tempo em que a amizade era mais comum nos relacionamentos.

 

Do primeiro tempo, só imagino. Não vivi. Mas do segundo, eu tenho...

 

É curioso... eu fiquei meio desligado desse mundo de xavecos, conquistas, ficadas, baladas, curtições etc. nos últimos 9 anos. Hoje eu me surpreendo como as coisas mudaram... para pior! Vou pegar como exemplo os sites de relacionamento, sempre antenados com essas "evoluções"... Como eles ilustram o que eu percebo e quero dizer!

 

Em 2001, os sites de relacionamento eram muito divertidos! Lembro-me do Almas Gêmeas (do Zaz, provedor gaúcho comprado pelo Terra), por exemplo.

 

Para começar, o Almas Gêmeas era gratuito. Nesse sentido, era democrático: você não tinha como comprar uma exposição maior no site. Se queria estar exposto, que o visitasse com frequência. Ricos e pobres só se diferenciavam pelos gostos. Os inteligentes e cultos, pelo rigor do vocabulário. A própria apresentação pessoal costumava ter umas cinco ou dez linhas. Fotos? Nada! Não existia essa funcionalidade. Muito pelo contrário, as pessoas só trocavam fotos fora do site depois de várias trocas de mensagens.

 

Outra parte interessantíssima era a dos gostos pessoais. Você era convidado a escrever sobre os últimos eventos e produtos culturais que havia consumido. Vou pôr um cadastro que tenho aqui como exemplo:

 

Oi...

Puxa, é difícil escrever sobre mim no computador... Bem, o que eu posso dizer, Se vc é uma pessoa calma que gosta de ler, de sair de vez em quando, de conversar, acho que temos alguma coisa em comum... Tenho 16 anos, moro em SP, estou no segundo colegial e quero encontrar alguém interessado em criar uma amizade ou quem sabe algo mais...

Nome: Giselle  Idade: 16
Signo: Peixes  Cidade: São Paulo
Meus interesses são: Artes Cinema Livros Música Viagens
Meus objetivos são: Romance Amizade
Estado Civil: Solteiro(a)
Escolaridade: 2 grau incompleto
Fumo: Não  Bebo: Não
Pratico esporte: Prefiro não dizer

O último...
 ...CD que eu comprei: Legião Urbana V
 ...livro que eu li: Meus poema preferidos, Manuel Bandeira
 ...filme que eu vi: Cidade dos Anjos
 ...peça que eu assisti: . . .
 ...show que eu assisti: Faz tempo, foi do Lulu Santos, na praia

 

Era fácil descobrir um possível AmorAmigo em potencial... Lembro-me que o Almas Gêmeas virou site pago, logo depois. E eu, vivendo um AmorAmigo, já não tinha razão de visitar.

 

Hoje, sem que eu percebesse, tudo mudou. Apresentação pessoal mal existe. É uma "frase de chamada", como um slogan publicitário. Mas a foto está ali, enorme, em destaque. Ricos e pobres se diferenciam por aí: fotos bregas, com acabamento automatizado dado em alguns sites, ou fotos que contam com maquiagem, Photoshop e acabamento profissional. E os cultos, como detectá-los? Ainda não vi como! Em suma, você pode ser burro. Só não pode ser feio. Exatamente o contrário do que o AmorAmigo costuma prezar.

 

Desagradável é ter de pagar para enviar ou receber mensagens (absurdo total) ou, nos sites que não te cobram por isso (que, obviamente, são os de maior e melhor movimento), buscam te vender mais posicionamento, mais evidência, mais holofote...para a sua foto! E isso quando tudo o que você, amigo do AmorAmigo, mais quer é um cantinho para soltar o verbo!

 

Continuo a escrever sobre o tema amanhã.


09
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 02:01link do post | comentar

Vale citar mais um artigo de Clóvis Rossi, este datado de 19 de julho último. Intitulado "Conectados mas fechados em si" (clique para ler), Rossi põe-se a discutir a ideia, comum no meio acadêmico e já mencionada ontem e anteontem, de que, em suas palavras, "a internet, ao contrário de abrir um espaço para debate, é um imenso clube de gente conectada mas que fala para a sua própria tribo - e, pior, ouve apenas o que a tribo tem a dizer".

 

E compreender o outro? "Não, obrigado".

 

Mas isso é mais amplo que a internet, o que já pareceu claro ontem, quando eu dei exemplos que não tinham associação direta com a rede mundial. A jornalista espanhola Soledad Gallego-Díaz assim define o fenômeno: "É a tendência que o tem o cérebro humano de aceitar a informação que confirma aquilo em que já acredita, independentemente de que seja verdade ou não, e de rejeitar aquilo que põe em dúvida [a sua crença]".

 

Então, voltando aos exemplos de ontem: se você ainda ama, aceita qualquer desculpa esfarrapada e perdoa a traição. Se você é petista, achou perfeita a argumentação da minha colega. Se é tucano, buscou encontrar um jeito de rebatê-la, provavelmente com uma resposta desconectada, simultaneamente, da questão do preconceito e da distribuição regional de votos. Talvez tenha desqualificado minha colega dizendo que ela é petista.

 

Soledad prossegue: "A realidade, dizem os peritos, é que, afogados por um fluxo de informação que não cessa, os cidadãos elegem automaticamente os dados que melhor se acomodam ao que já pensam e rechaçam, sem a menor vergonha, o resto. Não importa se são dados falsos ou comprovados; importa que reafirmem em cada um a sua própria crença".

 

Eis, aí, a razão do vazio de amizades verdadeiras no mar de "amigos" das redes sociais: no mar de ignorância, ninguém quer expor as suas fragilidades, porque o outro, no lugar de reconhecer que também tem fragilidades (não as mesmas, mas as tem), vai julgar toda e qualquer informação concedida.

 

E compreender o outro? "Não, obrigado".

 

Colocar a lógica e a razão acima da emoção e da falsa informação e argumentação é difícil. Mas é um jeito ímpar de amar e ser amigo de verdade. Sem julgamento e sem preconceito. Apenas AmorAmigo.


08
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 05:57link do post | comentar

Clóvis Rossi é colunista da Folha de S.Paulo. Sua coluna intitula-se "Janela para o Mundo" na Folha.com. E Rossi pôs-se a escrever um artigo muito interessante sobre a internet, datado de 23 de novembro último, que pode ser acessado aqui.

 

Sua crítica incide, entre outras coisas, sobre o palavreado e a lógica que permeia as discussões virtuais. A recente polêmica do preconceito exposto contra os nordestinos após a divulgação do resultado das eleições, ou dos comentários contra homossexuais gerados pela agressão ocorrida na avenida Paulista, em São Paulo, são exemplos.

 

Leia trecho do artigo:

 

É desanimador verificar, nos comentários à colunas e blogues, a predominância de dois tipos de atitudes, ambas calhordas: uma é xingar, em vez de argumentar.

A outra é mais canalha: o remetente atribui um rótulo a quem faz um comentário como forma de desqualificar o interlocutor, em vez de responder a seus argumentos.

Funciona mais ou menos assim: João dos Anzóis Carapuça critica o Corinthians. Vem alguém e diz que João é palmeirense ou são-paulino. Fica, por isso, dispensado de discutir os argumentos do João.

Vale na política, na economia, na religião, até no debate sobre meio ambiente.

 

E aí a gente volta ao que se discutia ontem: essa internet aí, com esse tipo de uso, só nos faz "sentir vergonha de pertencer à raça humana", como disse uma leitora. É a internet usada para a cisão, não para a união. Para a guerra, não para o entendimento.

 

Mas, acho que o mais grave de tudo: este tipo de atitude tem uma adesão muito grande. Poucos se dão conta da rasteirice da argumentação. Até os ofendidos não entendem, ao certo, o problema, dando uma resposta que não corresponde à ofensa. Recebi um e-mail de uma colega piauiense, defendendo que, ainda que se eliminassem os votos nordestinos, Dilma ainda ganharia. Sei, e daí? E se ela não ganhasse mais? Aí o Nordeste poderia ser "responsabilizado"? Quanto ao absurdo preconceito, que era a única coisa que deveria receber resposta, a minha querida colega não se manifestou.

 

Mas, afinal, onde quero chegar? Quero mostrar o quanto estamos suscetíveis a confiar ou desconfiar de uma pessoa pela força de seu discurso, ainda que ele não tenha nenhum tipo de lógica argumentativa. Em outras palavras: quantas vezes aceitamos as justificativas de alguém sem perceber que a argumentação é ilógica? Em um exemplo concreto: podemos perdoar uma traição sem se aperceber da intencionalidade do ato e da continuação do mesmo, apenas com base em fatos desconexos à traição. Ou achamos que combatemos uma ofensa usando um argumento que não o rebate, como foi o caso da minha colega.

 

Nada disso condiz com o AmorAmigo, claro. AmorAmigo é lógico, é cabeça acima do coração, é o melhor valor humano. É daí que vem a sua solidez e a sua beleza.

 

E você, está preparado para o AmorAmigo? Ou só para dar (ou aceitar) cantadas desconexas e rasteiras?


07
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 02:09link do post | comentar

Saiu na Folha de S.Paulo entrevista com o sociólogo da comunicação francês Dominique Wolton há cerca de um mês. A ideia central defendida por Wolton é a de que a internet só funciona para formar comunidades (grupos de pessoas que partilham interesses) e não sociedades (onde seria preciso conviver com a diferença). Daí, a internet não serviria, sequer, como ferramenta de constituição da democracia.

 

Quanto à questão da democracia, tenho minhas dúvidas, e vou deixar para o post de amanhã o comentário sobre um outro texto relacionado.

 

Quanto ao fato de que a internet está nos isolando, eu realmente devo concordar com Wolton. O caso das redes sociais como Orkut e Facebook é bem representativo. Você tem, ali, zilhares de "amigos". Pergunto a você, que faz parte de alguma rede social: quantas daquelas pessoas você viu nos últimos seis meses? Com quantas teve um diálogo, ainda que breve? Com quantas delas compartilha segredos?

 

Eis que se percebe que a ideia de amizade na rede social é subvertida. Eu, realmente, não me sinto bem ao ver a palavra "amigo" ao lado de gente com quem eu mal falava no passado. Mas convivíamos. Eis a sociedade. Diante da necessidade, conversávamos e tentávamos chegar a um acordo. Mas daí a chamar de amigo... a ponto de liberar fotos pessoais, por exemplo... Eu disse "não" para isso. Não é qualquer um que entra na minha rede. E se eu precisar contatar as pessoas "não amigas"? Farei como antes da internet: atuo com contatos comuns. Simples!

 

Outro sinal de tempos vazios e solitários é a necessidade de atualizar o seu "status" no Facebook ou no Twitter. "Passei no vestibular!", "Estou na Grécia!", daí a coisas mais banais... A quem interessa saber se eu passei no vestibular é aquele que me ajudou! A quem interessa se eu fiz uma viagem de sonhos é quem foi comigo, é quem me deu suporte para essa aventura! Há uma necessidade de mostrar aos "amigos" (daí a inclusão deles como "amigos") que você está "feliz", que é "bem-sucedido", que consome os produtos que todo mundo da mesma classe social consome... É isso, então? Exibição? Competição?

 

Aí é que voltamos a Wolton. De fato, usa-se a rede social mais para fazer inimigos e para "cometer pecados" ou, se preferir, fazer coisas sem valor humano, do que para agradar um amigo, para manter contato com os mais distantes... É mais para isolar do que para agregar.

 

Fiz, recentemente, uma nova amizade. Em alguns aspectos, bem aberta e sincera. Entre as raras, bom frisar. Friso, também, que foi fora da internet. Em conversa de lado a lado, banalidades, eis que chegamos em um ponto delicado, de discordância. A mim, não fazia lógica a posição do outro, fiquei triste. Pela minha insistência, surge a revelação de que havia um segredo relacionado ao tema. Significativo, grave, daqueles que você precisa contar para alguém para desabafar. Mas não. Passado quase um mês do fato, aquela era a primeira revelação do segredo. Não havia outro amigo para quem contar. Pois não é que esta minha amizade é uma pessoa "muito bem relacionada", com mil "amigos" no Orkut, está sempre acompanhada, faz e acontece por aí?

 

E não tem um amigo de verdade...

 

Segue um trechinho da entrevista:

 

Folha – Mas e as redes sociais?

Wolton – Elas retomam uma questão social muita antiga, que é a de procurar pessoas, amigos, amor. São um progresso técnico, sem dúvida, mas a comunicação humana não é algo tão simples. Porque em algum momento será preciso que as pessoas se encontrem fisicamente – e aí reside toda a grandeza e dificuldade da comunicação para o ser humano.

 

Folha – Então a solidão é um risco nessas redes?

Wolton – Sem dúvida: a "solidão interativa". Podemos passar horas, dias na internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana com quem quer que seja.

 

Quer ler tudo? Aqui para assinante UOL, aqui para quem não é.


06
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 05:18link do post | comentar

A gente, às vezes, peca por não tomar uma atitude. E o pior: sabe quem é que devia estar ali, às vezes o outro também pensa o mesmo, mas... falta dar o primeiro passo...

http://10paezinhos.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-30.html


05
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 01:58link do post | comentar

Última das três partes do texto. Para ler as demais, veja os dois posts anteriores.

 

Na sua cidade as pessoas preferem ir às igrejas ou aos shoppings? Por quê?

 

Os jovens querem se parecer com quem? Com Rambo, o Exterminador ou com São Francisco ou Jesus Cristo?

 

Quais são as preferências das meninas? O namorado rico, o rapaz honesto ou os "músculos"?

 

Por que tantos jovens compram ingredientes para, com isso, se drogarem? É a realidade (consumista que não tem sentido) ou é a própria vida?

 

Você é capaz de encontrar um sentido para a sua vida? Onde? Sozinho(a) ou com outras pessoas?

 

Por que a missa e a igreja deixaram de ser importantes para você? Ou não deixaram? De que modo você gostaria que tais eventos acontecessem?

 

E como você vê a questão da fome, da miséria, de pessoas sem casa, pessoas sem escola, sem atendimento hospitalar? É culpa sua? Do governo brasileiro? Da falta de caráter do ser humano; da ausência de uma escala de valores? Será que a questão, no fundo, não é a seguinte: só vale o dinheiro?

 

E a violência? Se o valor fundamental da existência é a vida, por que há um descaso por esse valor?

 

As pessoas humanas mudaram? A sociedade mudou? Será que a violência apresentada pelos meios de comunicação não deixou as pessoas insensíveis?

 

Ninguém mais sente nada. Podem matar, torturar e as pessoas vêem isso como fatos normais. Será isso?

 

Uma senhora tem dois filhos; tem problemas cardíacos sérios; poderá morrer em breve. Sua irmã solteira não tem filhos e um coração ótimo. Quer doar (transplante) seu coração à irmã casada para que essa possa educar seus filhos, só que tem o seguinte: a irmã solteira pode morrer dentro de pouco tempo. O que pensar disso? É suicídio? É caridade verdadeira? Ou filantropia, como se diz em filosofia? (filantropia é a amizade pelo ser humano).

 

Você tem uma dívida num banco e não tem como saldá-la. Mas vendendo um rim, porém, você consegue dinheiro suficiente para quitá-la. Você vai sofrer com isso, pois ficará (em termos de rim) com apenas a metade do funcionamento de seu organismo. Discuta esse problema.

 

O importante (o valor) é viver decentemente. Ter alimento, habitação saúde, respeito aos direitos e cumprimento dos deveres sociais. Se isso não é possível totalmente, de que modo você vai agir?

 

Você vive numa ditadura, num autoritarismo, seja dos pais, da escola, da sociedade, da empresa, etc. Como é que você vai agir, já que você é um democrata?

 

Vale a pena ser um democrata, ouvir os outros, considerar suas opiniões, conversar ou ser autoritário, dar um "chega pra lá", ser um oportunista, um aproveitador?

 

Nas relações familiares, escolares e políticas é melhor a conversa, o diálogo ou que alguém mande e não permita que ninguém manifeste sua opinião?

 

Dentro de pouco tempo o ser humano poderá ser "fabricado" em laboratório. Poderá ter mais saúde, inteligência e mais tempo de vida, mas, poderá perder sua liberdade, etc. O que você acha dessa questão (Bioética e biotecnologia)?

 

Já que a maioria dos políticos são corruptos, você acha que deve deixar de votar? Argumente. Mas, além disso, muitos grandes empresários não abusam dos preços, não financiam as campanhas dos maus políticos (lembre-se de Collor)? Por que você só fala mal dos políticos e nada tem a dizer contra os grandes empresários?


04
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 05:36link do post | comentar

Continuação do post de ontem. A última parte virá amanhã.

 

Se falássemos em termos religiosos, poderíamos dizer que o valor é um só: Deus. Mas Deus se manifesta em sua criação e nos atos de suas criaturas. Na filosofia também, como o fez Platão, seria possível dizer que o único valor é o bem (existente como idéia e em outro mundo). Mas o bem de Platão também se manifesta. E aqui está a colocação da diversidade dos valores. Há valores materiais, pessoais, sociais, morais, espirituais, etc., os quais correspondem às várias necessidades do ser humano.

 

Ouro x dinheiro x madeira

Por exemplo: há valores materiais. Uma pedra é um valor ou poderá sê-lo. O ouro é valor. O alimento é valor e assim por diante. E aqui estamos no mundo econômico, que é importante, desde que deixado em seu devido lugar.

 

O dinheiro é um valor. Serve para comprar alimentos, vestuário. Mas quando se torna o único objetivo da vida então já se tornou um contravalor. O mesmo deve-se dizer quanto à forma de obtê-lo. Há formas honestas e desonestas. E há a ecologia.

 

Existem os valores pessoais. O ser humano é vida e esse é o fundamento dos outros valores como a liberdade, a responsabilidade, a consciência moral, a auto-estima saudável, a saúde, a integridade moral (você não pode ser difamado, sem motivos e o ideal é que a pessoa seja julgada antes por pessoas competentes para ver se é culpada ou não) e a integridade física. A pessoa não pode ser agredida, torturada ou ter seu corpo dilacerado, a não ser em caso de necessidade (medicina). Mas seu corpo é só seu e você faz dele o que quiser? Ingere drogas, aborta, etc? Mas a vida que está dentro de você é seu corpo ou outro corpo? Mais: você pode, por dinheiro, vender seu corpo, expô-lo em revistas e outros meios de comunicação?

 

Mas é bom salientar ainda, no campo dos valores pessoais, que toda pessoa humana tem direito à alimentação, habitação, saúde, informação, e gostaria de salientar, direito à felicidade, embora não à custa dos outros ou da destruição de si mesma.

 

Há os valores sociais. O respeito ao semelhante, a convivência fraterna, a vivência da justiça, o respeito à liberdade, a sociabilidade, a boa educação, o espírito de solidariedade (sobretudo em casos de calamidade pública, etc.).

 

Os valores éticos são aqueles que se referem ao bem, à boa conduta, ao bom caráter. São importantes para a vida pessoal (é sinal de que a pessoa se dá valor) e, para a vida social: uma pessoa impregnada de valores éticos é social, honesta, sincera, veraz e assim por diante.

 

Valores espirituais são aqueles que se referem ao espírito, à inteligência, ao conhecimento, à ciência, à produção tecnológica. Referem-se aos produtos do espírito humano e suas qualidades. É bom cultivar a inteligência, os dotes artísticos. Não é preciso ser um grande cientista ou um grande artista. Trata-se apenas de saber apreciar coisas belas. E um beijo de namorados é, por exemplo, uma coisa bela. Um casal enamorado pode ser chato para os outros, mas para o mundo dos valores é uma beleza.

 

Os valores religiosos são aqueles que manifestam as relações do ser humano com Deus e vice-versa. São valores importantes, talvez os mais importantes. Mas claro que não podem levar ao fanatismo, à exploração econômica e à lavagem cerebral. Nem poderia acontecer o seguinte: o marido ou a mulher só se dedica à religião e descuida do trabalho e da economia doméstica em sentido material.

 

Mas quando a religião é vendida como mercadoria, que valor podemos dar a ela?

 

Os valores afetivos, de modo geral, não são lembrados. Mas o ser humano não vive sem afeto. Nem, sem este, existe de modo gratificante. O ser humano é um ser carente, mais necessitado do que todos os outros animais. E o afeto é uma de suas necessidades maiores. Sem afeto, o ser humano morre literalmente ou espiritualmente, ou se suicida de fato ou vive no vazio.

 

Donde o valor da amizade, do amor entre as pessoas. E isso é tão evidente que os seres humanos se casam, apesar de que muitíssimas pessoas não querem saber de casamento. É que não querem saber do casamento que tiveram ou que viram (como filhos ou amigos de outros casais). Mas a psicologia pode confirmar a filosofia: o ser humano procura o amor e que esse seja contínuo (o que é bom) ou até que dure, segundo Vinícius de Moraes. Porém, de fato, enquanto dura (parece contradição, mas não é) o amor é eterno. O problema é que nossa eternidade afetiva é pobre. Como é nossa formação afetiva? Competitividade, autoritarismo, violência, guerras e mais o diabo. Que diabo de estabilidade emocional podemos ter ainda?


03
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 02:29link do post | comentar

Disponibilizo, aqui, um texto que me chegou às mãos há quase quinze anos, ainda durante o ensino Médio (que, aliás, nem se chamava assim...), por meio do professor de Filosofia e Ensino Religioso. Como ele é longo, eu o dividi em três partes, que serão publicadas sucessivamente hoje, amanhã e depois. Infelizmente, não sei quem é o autor... mas deve ser católico.

 

Existir é aparecer e estar no mundo. Não sozinho. Existir é co-existir, isto é, estar no mundo com os outros. É viver esta nossa vida. Mas não de modo à-toa.

 

Existir é tarefa, consciência, responsabilidade, liberdade e, por isso, também é festa e alegria. Mas existir é, sobretudo, responder ao apelo da vida, ao desejo da perfeição, de harmonia e de felicidade.

 

Mas existir é também crescer, amadurecer e isso produz sofrimento, inquietação, angústia. E tais coisas são normais, fazem parte da vida e o importante é sua superação. Daí a importância dos valores.

 

Valores 

A gente utiliza a palavra valor para muitas coisas, como o dinheiro, o vestuário, as pedras preciosas, a vida moral, a religião, etc. Dizemos que a vida vale, que Deus é o valor supremo. Também afirmamos que há comportamentos, atitudes e ideais valiosos e outros não. Então o valor é uma "coisa" e uma qualidade de certos comportamentos ou dos ideais que uma pessoa tem.

 

O valor, sabemos, é o bem, o belo e o religioso. É aquilo que está nas "coisas", nos comportamentos e que nós vemos e até colocamos nas "coisas" e comportamentos.

 

Viver é dar sentido, é valorizar as coisas, a vida, os comportamentos. E tudo isso é tarefa. Tem que ser buscado, procurado. É certo que a existência tem sentido. Nós é que devemos procurá-lo e vivê-lo. Aí a vida vale a pena.

 

É isso que queremos dizer quando afirmamos que José está de bem com a vida; Olga foi corajosa; Antonio teve uma boa conduta; Rubens foi honesto (correto) porque não mentiu; Teresinha falou a verdade; Luiza possui ideais nobres porque pretende trabalhar para diminuir com a pobreza, a miséria e aumentar o número de escolas. Esses gestos são de valor e nós elogiamos. Quando nos desgostamos diante de atos, atitudes, ideais e "coisas", nós criticamos porque não são valores, mas o seu oposto, contravalores.

 

Questionamentos 

Mas todos concordam sobre o que é valor e o que não é? As coisas são claras? Todos têm noção dos diversos tipos de valores e quais são os mais importantes? Todos têm uma uma escala de valores, isto é, uma hierarquia, onde há os valores mais dignos, os médios e os menores?

 

Como é que você vai ser feliz se coloca como valor mais alto algo que não satisfaz? Você coloca o dinheiro como a única medida da felicidade. Mas onde fica a amizade, a fraternidade, etc?

 

Se a gente perguntasse a um jovem hoje o que ele prefere: ser um santo ou um Rambo, é provável que ele responderia seco: Rambo. Se num questionário constasse a pergunta: "você quer ser rico, não importa como, ou ser honesto?". A resposta provável seria ser rico.

 

Muitos diriam que preferem ser autoritários (eu digo e o que eu digo é a verdade e fim de papo) e não democráticos (aprender a dialogar, expor seu ponto de vista, ouvir o outro e chegar a um consenso).

 

Outros dirão (ou terão medo de dizer) que preferem o oportunismo à amizade. E poucos terão coragem de dizer que, em nossa sociedade, é mais vantajosa a lei do Gerson do que ser um bom caráter.

 

Inversão

E a sociedade como um todo? Quer dinheiro, status, poder, usufruto de todos os bens sem se interessar pelos pobres.

 

Mas eu queria só apontar um exemplo de inversão ou confusão de valores. O que o pessoal da sua cidade aprecia mais: a igreja, o prédio do banco ou o shopping center? Veja o complexo de inferioridade das cidades que não possuem seus shoppings. Veja a veneração (a grandiosidade dos prédios dos bancos e dos shoppings) e o respeito que as pessoas adotam quando entram num banco ou num shopping?

 

E o que há num banco? Dinheiro. E o que há num shopping? Tudo o que é sonho, desejo. Há de tudo. É um santuário de consumo. Veja isso, em sua cidade, num sábado à tarde. Vá ao shopping e à igreja locais e tire suas conclusões.

 

De fato, nossa sociedade parece um grande shopping de venda de valores materiais, de violência (TV), de individualismo e de relativismo. O que interessa é o dinheiro, o poder, os eletrodomésticos sofisticados, edifícios grandiosos, casas enormes e sofisticadas.

 

Mas é o ser humano feliz? Ora, a felicidade só acontece quando o ser humano pode viver as várias dimensões (faces) de sua existência, como a material (alimento), a afetiva (amor) e a espiritual. E isso requer a vivência da diversidade de valores que corresponde às várias necessidades do ser humano.


02
Dez 10
publicado por AmorAmigo, às 03:12link do post | comentar

Contardo Calligaris é um psicanalista italiano radicado no Brasil. Escreve regularmente para o jornal Folha de S.Paulo. Lá em 6 de julho de 2006, escreveu um artigo de que gosto muito, e está nos meus Favoritos desde então. Um texto bárbaro para quem cultiva o AmorAmigo. Vou reproduzir aqui um trechinho:

 

Os filmes de amor me dizem que, do amor, vale a pena ser narrado apenas o momento do apaixonamento (supõe-se, imagino, que, depois disso, aos poucos, a coisa vire uma lástima). Os filmes de aventura me dizem que existe a possibilidade de uma experiência comum, de uma aventura dos dois (que, claro, não precisa ser tão mirabolante quanto o que acontece na tela).

 

Em suma, concordo com a citação proverbial de Antoine de Saint-Exupéry (o autor de "O Pequeno Príncipe"): "Amar não significa se olhar um ao outro, mas olhar juntos na mesma direção" (se me lembro direito, a frase está em "Terra dos Homens", livro de memórias e reflexões que acaba de ser publicado em português pela Nova Fronteira).

 

O artigo é concluído com o parágrafo que segue:

 

Alguns praticam o amor lendo poesia em voz alta, outros estudam juntos, outros exercem a mesma profissão ou adotam ambos uma nova religião, outros ainda se dedicam a práticas sexuais "diferentes". Tanto faz. O que importa é que, para existir, um casal precisa inventar e compartilhar uma (longa) aventura.

 

Quer ler o artigo todo? Ele está reproduzido aqui. Ou, se este atalho falhar, também aqui.


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