Um blog de recortes e de textos sobre a forma mais sensível de amar, o amor que nasce da amizade, além de outros textos sobre amor, amizade e relacionamentos entre amigos.
30
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 03:24link do post | comentar

Mais trechos do artigo da revista Psique:

 

http://portalcienciaevida.uol.com.br/esps/edicoes/66/artigo220051-3.asp

 

"O narcisista apresenta dificuldades em estabelecer vínculos reais, baseados em relações de troca, em que a empatia se mostra presente numa postura de respeito e consideração ao outro. [...] Talvez aqui, relacionar-se apenas com seu bicho de estimação seja uma boa saída. Os bichos de estimação não reclamam e dificilmente haverá conflitos nesta relação."

"As relações entre os sexos, principalmente as amorosas, tornaram-se um trabalho que requer investimento de tempo e energia. E transformaram-se, assim, em um novo fator de estresse. Em primeiro lugar, porque a incerteza é emotivamente ameaçadora e, em segundo, porque o investimento afetivo sobrepõe-se e entra em conflito com outras exigências e outros tempos de nossa vida cotidiana."

"O sociólogo Zygmunt Bauman (2003) in Carneiro, denomina esta era como "modernidade líquida" e compara o momento atual com o mundo darwiniano, onde o melhor e mais forte sobrevive. Os sentimentos são descartáveis, assim como os relacionamentos, em prol da sensação de segurança. Assim, a sociedade contemporânea enfrenta um paradoxo. A fragilidade do laço e o sentimento de insegurança inspiram um conflitante desejo de tornar o laço intenso e, ao mesmo tempo, deixá-lo desprendido."

Deu para entender? As pessoas querem laçar, mas não se querem ver laçadas... Se ninguém cede, não há como promover o câmbio, a troca..

 

AmorAmigo passa longe de tudo isso.


28
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 03:06link do post | comentar

Na mesma matéria da revista Psique do post anterior, há outro trecho interessante:

 

http://portalcienciaevida.uol.com.br/esps/edicoes/66/artigo220051-3.asp

 

"Impossível não remeter, ao falar deste assunto, ao Hedonismo e ao Narcisismo, que minimamente a própria cultura incute e expande. A beleza cultuada ao extremo, a vaidade que em algumas pessoas precisa ser mostrada pelo carro maior e mais caro, roupas e acessórios. A necessidade muitas vezes de mostrar ostentação nas redes sociais, por meio de fotos de viagens e conquistas anunciadas. Até mesmo pela quantidade de amigos que se tem no Facebook. A competitividade e o individualismo exacerbados no capitalismo fazem que as pessoas se entorpeçam pela imagem de poder e ali se perdem suas relações.

O Hedonismo é a doutrina que afirma ser o prazer individual e imediato o supremo bem da vida humana. O Hedonismo moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer, entendida como felicidade para o maior número de pessoas. Portanto, o prazer individual se estabelece e prepondera sobre o outro. Se há conflito na relação, esta deve ser colocada de lado.

Os ideais contemporâneos de relação conjugal enfatizam mais a autonomia e a satisfação de cada cônjuge aos laços de dependência entre eles."

 

Definitivamente, isto pode ser o que for. Só não é uma relação de verdade.


26
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 02:43link do post | comentar

Em uma ocasião, buscando definição por parte de uma potencial parceira, escrevi:

 

"Pois saiba que não quero o contrassenso do abraço de político, toque hipócrita, vazio de compreensão, ou do beijo de balada, carícia hormonal, vazia de comprometimento. Não sou de onda, que chega e se vai em instantes, e nos rouba em dias de ressaca e tsunamis; sou da terra firme, do alicerce estável em que só se confia e se faz confiável com essa intimidade. Não aceito o superficial porque, se aceito, permito que me tratem como superfície. E eu não sou superfície. Também não aceito a contradição da contemporaneidade, que se dá conta da importância da reciclagem e da reutilização de objetos, mas que ainda aceita, sem questionamentos, a descartabilidade de pessoas."

 

Hoje leio artigo da revista Psique:

 

http://portalcienciaevida.uol.com.br/esps/edicoes/66/artigo220051-3.asp

 

"No mundo contemporâneo que traz em sua bagagem uma mudança de valores intensa, traz também a insegurança da "descartabilidade" das relações. As relações de consumo se transpuseram para as relações pessoais e o medo de se tornar objeto é um fantasma que ronda os relacionamentos. Os valores tradicionais que "asseguravam" as relações e os casamentos (assegurar não era sinônimo de bem-estar e felicidade) não mais se estabelecem. Neste momento de transição, a fluidez do consumo torna-se uma grande defesa diante da ameaça da perda e da rejeição. Consumimos roupas, comida, tecnologia e pessoas. Mas no fundo, pessoas querem se sentir amadas e valorizadas nas relações. E o círculo vicioso se estabelece: o medo gera relações superficiais, que geram pouca intimidade e olhar sobre o outro, que leva ao fracasso nas relações, que gera mais medo e maior superficialidade."


24
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 01:09link do post | comentar

The Time Of My Life
Bill Medley & Jennifer Warnes
Composição: J. DeNicola / D. Markowitz / F. Previte

http://letras.terra.com.br/bill-medley-e-jennifer-warnes/107796/

Now I've had the time of my life
No I never felt like this before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you
'Cause I've had the time of my life
And I owe it all to you

I've been waiting for so long
Now I've finally found someone
To stand by me
We saw the writing on the wall
As we felt this magical
Fantasy

Now with passion in our eyes
There's no way we could disguise it
Secretly
So we take each other's hand
'Cause we seem to understand
The urgency
Just remember

You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love because

I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

Hey, baby

With my body and soul
I want you more than you'll ever know
So we'll just let it go
Don't be afraid to lose control, no
Yes I know what's on your mind
When you say, "Stay with me tonight"(stay with me)
And remember

You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love because

I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

But I've had the time of my life
And I've searched though every open door
Till I found the truth
And I owe it all to you

(SOLO)

Now I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

'Cause I've had the time of my life
And I've searched though every open door
Till I found the truth
And I owe it all to you...


22
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 02:15link do post | comentar

Quando a gente quer conviver com alguém, precisa aprender a tolerar, a aceitar o outro, sem que, com isso, se diminua. Ao contrário: o objetivo é o crescimento mútuo.

 

Por isso, gosto de gente que diz gostar de gente. O problema é quando, na prática, a pessoa não gosta de gente.

 

Conheci uma pessoa do tipo. Para mim, dizia horrores das coisas às quais se submetia para se enturmar, sempre sem necessidade.

 

Porque, afinal, enturmar-se só vale a pena quando é agradável. O resto pode limitar-se ao convívio social, de praxe.

 

Ora, isso não é gostar de gente. Ao contrário, isso é odiar gente e se ver impelido a conviver por uma razão que eu não sei, neste caso, qual era. Porque não era para crescer na empresa, não era para agradar, puxar saco, ganhar dinheiro, ficar feliz, nada disso.

 

Quando questionei a pessoa sobre o comportamento dela – às vezes, quando acho que a pessoa pode entender o meu ponto de vista, questiono – ela me respondeu que ninguém deve ser forçado a uma convivência que não deseja, e ainda fez referência ao nosso convívio, alegando que ele deveria chegar ao fim!

 

Pois é. Neste caso, só confirmei que a pessoa não gostava de gente. Afinal, o contraditório lhe incomodava. Faltou maturidade para ver que o outro pode ser tudo, menos igual à gente. E maturidade para ver quais relações realmente lhe eram importantes na vida.


20
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 02:08link do post | comentar

Ailton Amélio, professor de psicologia da USP e consultor de relacionamentos afetivos, diz que essa idade que a moça do post anterior está, por volta dos 30 anos, é caracterizada, exatamente, por esta ansiedade por encontrar um par.

 

A razão: a rápida aproximação do fim da idade fértil.

 

Ou seja, ela mostrou-se coerente com o comportamento mais típico de mulheres solteiras dessa faixa etária (longe de generalizar, Ailton Amélio caracterizou um perfil frequente).

 

Pena que esse excesso de ansiedade por ser mãe a tenha feito largar um bom sujeito, que não rejeitou a paternidade, ao contrário.


18
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 01:53link do post | comentar

Chegou-me por via direta uma história interessante.

 

Em contato pela internet, um rapaz conhece uma garota, ambos chegando aos 30.

 

A garota logo o convida para sair, para verem um show juntos. O rapaz tinha compromisso profissional para o dia, não deu certo.

 

À medida que foram se conhecendo - teclando -, apesar de o rapaz ser muito gente boa e estar rolando uma "química", ou, melhor, um encontro de interesses e afinidades, a menina tinha sonhos não realizados, como o de ter filhos.

 

Foi quando o rapaz disse que nunca tinha pensado a sério nisso, mas que, quando está apaixonado, isso lhe vem à mente, apesar de não estar racionalmente convencido.

 

A garota emudeceu.

 

Eu ouvi e li essa história, e ficou claríssimo para mim a total imaturidade da garota. Em vez de fazer o rapaz se apaixonar e convencê-lo a, no futuro, terem um filho, ela preferiu a via fácil de dispensá-lo.

 

Como se, aos 30, ela fosse achar muitos homens sérios desejando ter filhos mais do que esse rapaz queria.

 

Como se a afinidade que eles mostraram se encontrasse em qualquer esquina. Tanto não se encontra que eu até invejei.

 

Como se, mais importante do que buscar o amor de um homem, fosse buscar dele um filho.

 

Como se a decisão de ter um filho fosse, de fato, racional.

 

Respeito a moça. Só acho que, se ela queria filho, buscasse a produção independente ou uma adoção, e não fingisse priorizar a busca pelo amor do rapaz.

 

Mesmo para quem já queria sair antes de conhecer, o sumiço repentino dela foi coerente. Coerente com a falta de maturidade. Coerente com o desconhecimento do AmorAmigo.


16
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 01:05link do post | comentar

No Rasto do Sol

Mafalda Veiga

Composição: Mafalda Veiga

 

http://letras.terra.com.br/mafalda-veiga/63481/


Duas luas no céu e duas canções
Dois olhares que se cruzam a procurar
Um sol, um luar
E todos os lugares onde a luz se pode abraçar

Doze luas em ti e sete marés
Sete barcos navegam a procurar
Um porto, uma praia
Talvez no fim do mar onde alguém nos venha esperar

Vem comigo no rasto de sol eu vou contigo
Vem comigo do outro lado das muralhas eu vou contigo

Duas luas no céu na palma da mão
Dois olhares que se entregam até ao fim
Do corpo e da alma
Em todos os lugares onde o mundo me fala de ti

À tua volta há luz de sete luares
Sete barcos navegam para encontrar
Um fogo, um calor
Talvez no fim de tudo haja força pra recomeçar

Vem comigo no rasto de sol eu vou contigo
Vem comigo do outro lado das muralhas eu vou contigo (2x)

Duas luas no céu e duas canções
Dois olhares que se cruzam a procurar
Um sol, um luar
E todos os lugares onde a luz se pode tocar...

Vem comigo no rasto de sol eu vou contigo
Vem comigo do outro lado das muralhas eu vou contigo (2x)


14
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 01:54link do post | comentar

Iniciei relação com mulheres que conheci pela internet em tempos bem distintos. E também iniciei relação com mulheres do mundo real no mesmo período.

 

Eu me acho um sujeito de muitas qualidades que só se notam com a convivência. Apaixonei-me várias vezes por mulheres que estavam ao meu alcance, mas elas não se interessavam por mim.

 

Uma delas, demorei seis anos para dobrar. Outra, demorei três anos, quando já não queria (nem podia) mais do que a amizade. Mais recentemente, uma última demorou quase um ano, mas outros fatores nos afastaram.

 

Enfim, os períodos se reduzem de forma inversa à idade das mulheres. O que indica claramente que o sex appeal vai se tornando menos importante em relação à confiança e ao comprometimento, algo pelo qual sempre zelei, à medida que há um amadurecimento por parte delas.

 

No caso da internet, pela velocidade com que se forma a relação, as coisas se baseiam na superfície. A foto, o apelo sexual, a "química" contam mais que o laço da amizade que vira amor. Eram mulheres de outro perfil, que realmente se atraíram pela minha superfície um tanto opaca.

 

Claro que também é possível fazer criar o AmorAmigo nestes casos. Uma opção é deixar os temas sexuais de fora dos primeiros encontros. É possível nos enchermos de carícias mútuas, mostrando claramente a felicidade de ambos, criando-se o vínculo de compromisso, e transformando-o num belo amor, de sexo delicioso.

 

AmorAmigo é tudo. É o máximo. Lamento por quem nunca experimentou, ou, pior, não conhece ou nem sabe que existe.

 

Na rede ou fora dela, viva o AmorAmigo!


12
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 05:21link do post | comentar

Fabio Fusaro nos traz outra história que, segundo ele, tem sido muito frequente:

 

O homem conhece a mulher pela internet, combinam de se ver, veem-se, curtem-se, a mulher sinaliza que gostou mas desaparece depois do encontro.

 

http://mx.blogs.mujer.yahoo.com/entre-amigas/fabio-fusaro-article/post/fabio_fusaro/89/si-te-he-visto-no-me-acuerdo.html

 

O mais engraçado é que eu li esse post, de maio, justamente ao passar por uma situação semelhante. Pelo menos, recebi uma resposta finalizadora, ao contrário dos sujeitos retratados aqui.

 

Fusaro acha que a mulher some porque não tem coragem de dizer com todas as letras que não gostou.

 

Em outras palavras: cria-se uma intimidade tão grande no virtual que parece obrigação dar certo no real. E pode não dar. O cara não beija bem, tem mau hálito, manias estranhas, enfim... Algo que o virtual não conta.

 

Para manter a aparência, a mulher aguenta calada a sessão. Depois, some.

 

Pois é, pode ser isso. Só não acho legal fingir que gostou quando não gostou... A verdade pode ser amarga, mas parece necessária nesses casos.


10
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 05:17link do post | comentar

Sim. Ou acaba a distância, ou acaba a relação. Claro que estamos falando de relações amorosas, que exigem contato físico.

 

É interessante ler texto do argentino Fabio Fusaro, que diz receber vários contatos de pessoas que lamentam porque seus amores virtuais acabaram sem explicações...

 

http://mx.blogs.mujer.yahoo.com/entre-amigas/fabio-fusaro-article/post/fabio_fusaro/54/relaciones-a-distancia.html

 

O próprio Fusaro se encarrega de explicar que trata de relações entre pessoas que nunca se viram. Pessoas que já tiveram contato e se distanciaram podem vir a passar um tempo distantes e depois retomar a relação com muito mais facilidade.


08
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 01:49link do post | comentar

Bonita
Cabas
Composição: Cabas


http://letras.terra.com.br/cabas/1222456/

 

Ya no quería nada
Mi alma estaba herida
Ya no sentía nada
Que no fuera dolor

Salí a buscar problemas
Porque no creía
No creía en nada
Ni siquiera en el amor.

Hasta que apareciste
Con tu fantasía,
Y me pediste que cantara esa canción
Que tanto te sabias
y yo te dije:

Pasa la noche conmigo bonita
yo te haré canciones y versos de amores,
Y no quedaran dudas
Ni dolores, en nuestros corazones
Pasa la noche.
Y quédate mañana todo el día.

No me quedaba nada
Mas que una honda herida
Que no cicatrizaba
Y fumaba mi razón

Pero escuche el sonido
Del cielo que se abría
Y tu aparecías
Y mi vida cambió.

Hasta que apareciste
Con tu fantasía,
Y me pediste que cantara esa canción
Que tanto te sabias
y yo te dije:

Pasa la noche conmigo bonita
yo te haré canciones y versos de amores,
Pasa la noche conmigo bonita
O múdate cerca y así me visitas
Y no quedaran dudas
Ni dolores, en nuestros corazones
Pasa la noche.
Y quédate mañana todo el día.

Desde esa noche eres mia mi amor
Siempre seras mi bonita mi amor
Para nadie es un secreto
Pasa la noche conmigo bonita
Pasa la noche conmigo bonita
Pasa la noche conmigo bonita


06
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 05:02link do post | comentar

Não um texto, mas vários. Um livro que não li, mas tem tudo para ser bom. Martha Mendonça, em seu "Canalha, substantivo feminino", coloca a mulher como a protagonista das maldades. E, ao contrário do clichê, não por vingança, mas por prazer.

 

Mauricio Stycer, blogueiro do UOL, falou do livro e fez uma entrevista com Martha. Um excerto do post:

 

As personagens de Martha são apresentadas apenas pelo primeiro nome, a idade e a profissão. Larissa, 20 anos, ex-estagiária, tem o prazer de destruir o casamento do chefe metido a conquistador. Ângela, 42, promotora de eventos, convence o marido a brigar com o irmão. Mariana, 33, arquiteta, se vinga da ex-colega de escola e fica com seu marido. E por ai vão as “canalhas” da escritora, atropelando convenções, num livro escrito sem maiores ambições formais, mas direto ao ponto: inverter um clichê consolidado na guerra dos sexos.
 
Fiz uma breve entrevista com Martha, por e-mail. Veja abaixo:
 
Por que você escolheu este tema? Vontade de chocar?
Vontade de chocar? rsrs. Acho que não. Mas vou pensar nisso… Eu escolhi este tema primeiro porque nunca me conformei com os clichês de gênero. Homens canalhas, mulheres vítimas; homens gostam de futebol e mulheres de compras em shopping; homens se arrumam em 15 minutos e mulheres em duas horas; homens dão amor pra ter sexo e mulheres fazem sexo pra ter amor. Isso tudo me entra debaixo da unha… Pensei, junto com uma amiga roteirista, em um projeto que contivesse uma inversão de expectativas. Fiz então um primeiro conto, o da estagiária que puxa o tapete do chefe casado que colecionava casinhos com subordinadas. Mostrei o texto a esta minha amiga, ela gostou, mas acabou envolvida com outros trabalhos e não levamos à frente. Mas eu senti que tinha um caminho interessante ali. Eu GOSTEI  de escrever aquilo. E, no ato, me lembrei do livro que eu havia lido uns anos antes, Meu Querido Canalha, em que vários autores – Luís Fernando Veríssimo, Marcelo Madureira, Ruy Castro, Geraldo Carneiro e outros – contavam histórias de canalhices masculinas. Pensei: mas por que  os canalhas são sempre os homens e as mulheres, as vítimas? Que tal desvirtuar isso? Aos poucos, as outras histórias foram surgindo.

 

Veja no original que tem muito mais.



04
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 04:45link do post | comentar

Por mais que as mulheres desejem, com razão, uma certa igualdade entre os sexos, parece-me que atingimos um outro paradigma de machismo.

 

Diferente, certamente, do machismo de antes da revolução sexual e do movimento feminista, mas ainda um machismo que vai muito além da diferença natural entre os sexos.

 

Surpreende-me que ainda haja restrições para que as mulheres expressem abertamente as suas escolhas. A corte ainda deve ser feita pelo homem. Muitas vezes, para pessoas que se conhecem, a mulher precisa contatar um amigo comum para que o homem faça a abordagem. Não é absurdo?

 

Outra coisa que não consigo entender ocorre muito mais intensamente nas redes sociais: o homem é o franco-atirador, abordando mulheres em série, buscando perfis, geralmente focando muito na beleza e nada no conteúdo. E as mulheres se mantêm na defesa, deixando-se abordar.

 

Nem preciso dizer que o número de abordagens é inversamente proporcional à décima potência da idade...

 

Como eu já ouvi das mulheres mais velhas, essa aceitação do absurdo machismo por parte das mais novas é o que o retroalimenta. Concordo.

 

Só faltou dizer que as mulheres mais velhas é que são as mães, justamente as pessoas que mais têm influência sobre a mentalidade do amanhã, tanto para os homens quanto para as mulheres.

 

E pouco se vê combate ao machismo. Ao contrário: como já se falou aqui no blog, estão comprando sutiã com enchimento para suas filhas de 9 anos.

 

Alguma chance de o machismo acabar? Nenhuma.


02
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 04:38link do post | comentar

Artigo da BBC trata de iniciativas femininas para combater o que seria uma "escalada" do machismo e do desrespeito com as mulheres: desde as cantadas indesejadas até ações físicas insinuantes.

 

http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/03/28/mulheres-se-organizam-para-combater-cantadas-de-rua.jhtm

 

Quem lê sobre o tema com frequência sabe que o que ocorre hoje é o que sempre ocorreu. Errado? Inapropriado? Completamente. Apoio a iniciativa de defesa das mulheres. Só não creio que se possa falar em aumento de algo que, ao que parece, vem é diminuindo, ainda que timidamente.

 

Diz o artigo:

 

"Para a socióloga Kathrin Zippel, professora associada da Universidade Northeastern (EUA) e pesquisadora do tema, as cantadas nas ruas são vistas, em geral, como um comportamento natural dos homens. Estes, por sua vez, usam as cantadas para atestar sua masculinidade e se "provar" perante seus amigos. "Muitas vezes isso não diz respeito às mulheres, e sim a uma dinâmica entre homens", ela afirma."

 

E, muitas vezes, é exatamente isso. Pena que os homens que fazem isso são justamente aqueles que mais parecem "másculos", "atraentes", os que mais fazem sucesso com as mulheres e, com esse respaldo, acabam por alimentar o ciclo de desrespeito.


mais sobre mim
Setembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

11
13
15
17

19
21
23

25
27
29


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO