Um blog de recortes e de textos sobre a forma mais sensível de amar, o amor que nasce da amizade, além de outros textos sobre amor, amizade e relacionamentos entre amigos.
06
Set 11
publicado por AmorAmigo, às 05:02link do post | comentar

Não um texto, mas vários. Um livro que não li, mas tem tudo para ser bom. Martha Mendonça, em seu "Canalha, substantivo feminino", coloca a mulher como a protagonista das maldades. E, ao contrário do clichê, não por vingança, mas por prazer.

 

Mauricio Stycer, blogueiro do UOL, falou do livro e fez uma entrevista com Martha. Um excerto do post:

 

As personagens de Martha são apresentadas apenas pelo primeiro nome, a idade e a profissão. Larissa, 20 anos, ex-estagiária, tem o prazer de destruir o casamento do chefe metido a conquistador. Ângela, 42, promotora de eventos, convence o marido a brigar com o irmão. Mariana, 33, arquiteta, se vinga da ex-colega de escola e fica com seu marido. E por ai vão as “canalhas” da escritora, atropelando convenções, num livro escrito sem maiores ambições formais, mas direto ao ponto: inverter um clichê consolidado na guerra dos sexos.
 
Fiz uma breve entrevista com Martha, por e-mail. Veja abaixo:
 
Por que você escolheu este tema? Vontade de chocar?
Vontade de chocar? rsrs. Acho que não. Mas vou pensar nisso… Eu escolhi este tema primeiro porque nunca me conformei com os clichês de gênero. Homens canalhas, mulheres vítimas; homens gostam de futebol e mulheres de compras em shopping; homens se arrumam em 15 minutos e mulheres em duas horas; homens dão amor pra ter sexo e mulheres fazem sexo pra ter amor. Isso tudo me entra debaixo da unha… Pensei, junto com uma amiga roteirista, em um projeto que contivesse uma inversão de expectativas. Fiz então um primeiro conto, o da estagiária que puxa o tapete do chefe casado que colecionava casinhos com subordinadas. Mostrei o texto a esta minha amiga, ela gostou, mas acabou envolvida com outros trabalhos e não levamos à frente. Mas eu senti que tinha um caminho interessante ali. Eu GOSTEI  de escrever aquilo. E, no ato, me lembrei do livro que eu havia lido uns anos antes, Meu Querido Canalha, em que vários autores – Luís Fernando Veríssimo, Marcelo Madureira, Ruy Castro, Geraldo Carneiro e outros – contavam histórias de canalhices masculinas. Pensei: mas por que  os canalhas são sempre os homens e as mulheres, as vítimas? Que tal desvirtuar isso? Aos poucos, as outras histórias foram surgindo.

 

Veja no original que tem muito mais.



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