Um blog de recortes e de textos sobre a forma mais sensível de amar, o amor que nasce da amizade, além de outros textos sobre amor, amizade e relacionamentos entre amigos.
06
Out 11
publicado por AmorAmigo, às 02:07link do post | comentar

Outra reportagem também traduzida pelo UOL, agora do Herald Tribune Internacional, retrata o mesmo movimento que motivou a reportagem de El País: a criação de um grupo de mulheres italianas a combater este tipo de imagem que o homem italiano médio insiste em atribuir à mulher e que muitos italianos e italianas rejeitam, por representar exatamente isto: a mulher como mero apêndice do homem.

 

Vejamos alguns trechos da reportagem "Para muitas mulheres, a Itália de Berlusconi não tem graça":

 

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2011/02/07/para-muitas-mulheres-a-italia-de-berlusconi-nao-tem-graca.jhtm

 

Com a Itália acompanhando de longe os passos da EU (União Europeia) nos indicadores de igualdade como o nível de emprego feminino, ou número de mulheres em posições de liderança, as mulheres indignadas dizem que o último escândalo enfatiza uma mensagem problemática vinda dos níveis mais altos da sociedade: de que o jeito para as mulheres avançarem na Itália é venderem sua alma, quando não o corpo, para homens poderosos.

Ao perpetuar a imagem da beleza acima da inteligência para as mulheres, antes típica das terras latinas, “Berlusconi está legitimando o chauvinismo italiano”, disse Loredana Lipperini, jornalista e escritora.

Mas de formas mais complexas, algumas mulheres têm sido cúmplices disso. As mulheres de meia-idade representaram até agora uma grande fatia dos telespectadores de Berlusconi – e de seu eleitorado. E embora o escândalo atual possa ter reduzido essa tendência, pesquisas mostram que um grande número de garotas adolescentes desejam se tornar “velinas” (mulheres de beleza tão grande que passam a ser bizarras, figurantes de programas de auditório – os mais comuns na Itália).

A culpa de Berlusconi? Além de sua própria vida pessoal refletir que ele subjuga as mulheres, Berlusconi é o primeiro-ministro e controla os três canais de TV públicos italianos. Por fim, como empresário, controla os outros três dos seis canais de audiência expressiva na Itália. Em última instância, é ele quem decide manter os programas de auditório e a humilhação pública das "velinas".

 

Para entender melhor isto, postarei um atalho para um vídeo suficientemente autoexplicativo no próximo post.


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