Um blog de recortes e de textos sobre a forma mais sensível de amar, o amor que nasce da amizade, além de outros textos sobre amor, amizade e relacionamentos entre amigos.
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Nov 10
publicado por AmorAmigo, às 02:09link do post | comentar

Um dia desses estava a conversar com uma amiga e ela revelava um caso de uma colega dela e sua relação com o próprio corpo: comia tudo aquilo que tinha vontade, sem se preocupar com a rápida redução da atratividade física, porque, segundo ela, como ela já estava em um relacionamento estável, não era mais necessário seduzir o parceiro.

 

Obviamente, este caso é exagerado, mas pensemos no que nós, em um relacionamento estável, fazemos para a sua manutenção. Será que, ainda que em menor grau, não agimos como a colega desta minha amiga? Será que não descuidamos deste aspecto importante que é manter a chama acesa?

 

Pois bem. Tratarei de outra obra que não li. A nossa querida Elizabeth Gilbert (ver post anterior) escreveu outra obra neste 2010 (Comer, Rezar, Amar é de 2006). O título em tradução aproximada do inglês é "Comprometida: uma cética faz as pazes com o casamento".

 

A autora conta que o seu relacionamento com o guia turístico australo-brasileiro Felipe tinha como regra o "não vou casar". No entanto, por exigência da imigração estadunidense, ou os dois casavam, ou ele não poderia entrar naquele país.

 

O que faz alguém se colocar esta regra? Um dos motivos mais importantes é, exatamente, o medo de que a estabilidade do relacionamento traga comodismo ao casal. Ou seja, que já não se aja para seduzir, para manter, para regar e cultivar o amor, permitindo que ele morra ou nasça em outro lugar.

 

O AmorAmigo não permite que isto aconteça. O diálogo constante de um casal que se conhece e conhece o outro permite a detecção contínua de eventuais problemas no relacionamento. Deixa-se de priorizar as coisas pequenas ou externas (ciúmes, detalhes de comportamento, relação do casal com outros "potenciais parceiros") para valorizar o essencial, o grande, o interno (planos comuns, sejam profissionais, amigos, românticos ou sexuais, formas de seduzir, formas de agradar, formas de valorizar o outro).

 

Quando há diálogo constante, o casamento é apenas um rito que legitima a união perante outros. Aliás, segundo o psicólogo e professor da USP Ailton Amélio, em seu livro "Relacionamento Amoroso", trata-se de um rito que melhora a relação, pois o compromisso da manutenção deixa de ser apenas de conhecimento do casal para ser de conhecimento de todos os amigos e familiares. Ou seja, há muito mais gente para se prestar satisfações.

 

Portanto, a questão não é o casamento em si, que traria consigo o comodismo, na visão de muitos. A questão é o grau de compromisso com a manutenção da união. E, se é esse o objetivo, então a formalização da união, com o casamento, é a melhor forma de fortalecer o AmorAmigo. Outras formas de aumentar o compromisso também são bem-vindas, como o uso de anéis, noivados ou outros ritos.

 

Mas, obviamente, se não há AmorAmigo, casar pode piorar a relação. É, infelizmente, o caso da história relatada no primeiro parágrafo...


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